Domingo com o Senhor: “pedi trabalhadores para a messe”

A liturgia do 11º domingo do Tempo Comum recorda que Cristo não abandona seu povo e continua chamando missionários para sua obra. Veja a reflexão do evangelho!

Cristo vê os que sofrem como ovelhas sem pastor e continua a chamar discípulos para a missão de curar.

Após celebrarmos a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus e a memória do Imaculado Coração de Maria, a liturgia do 11º Domingo do Tempo Comum nos convida a contemplar o amor de Cristo, o Bom Pastor, que cuida de seu povo. Você consegue perceber a presença desse Pastor em sua vida?

No Evangelho de Mateus, Jesus olha com compaixão para a multidão que o seguia, pois as pessoas estavam “cansadas e abatidas como ovelhas sem pastor”. Jesus reconhece a dor, a solidão e as necessidades daqueles que encontra. Por isso, chama os doze discípulos e lhes confia a missão de cuidar do povo de Deus.

“Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade.” (Mt 9,35)

Nosso Senhor vê o sofrimento humano, compadece-se dele e envia missionários para levar esperança e cuidado. A partir dessa Palavra, podemos ter a certeza de que Deus nunca nos abandona. Mesmo diante das dificuldades, das provações ou dos momentos de aparente solidão, somos chamados a perseverar na confiança.

Ao convocar novos operários para a messe, Jesus também revela seu desejo de contar, em cada época, com discípulos dispostos a colaborar com sua missão. Na reflexão da série Domingo com o Senhor, o missionário redentorista Pe. Guilherme Viana, C.Ss.R., compara essa realidade a uma situação de enchente, em que muitas pessoas precisam de ajuda, mas poucos estão disponíveis para socorrê-las. Segundo ele, algo semelhante acontece na vida espiritual:

“Há muitas pessoas feridas, desanimadas, sem esperança e sem conhecer o amor de Deus. Diante dessa realidade, Jesus faz uma constatação que continua atual: ‘A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos’.”

Para aplicar na vida cotidiana

A mensagem da liturgia nos convida, antes de tudo, a olhar para o mundo com os olhos de Cristo, cheios de compaixão. Quem, ao seu redor, está cansado, abatido ou necessitado de acolhimento? Talvez sua presença seja o único Evangelho que essa pessoa encontrará hoje.

Lembremo-nos também de que, uma vez alcançados pelo amor de Jesus, somos chamados a anunciá-Lo. Não basta sermos espectadores da fé; somos convidados a ser colaboradores da obra da salvação.

Que o Senhor continue despertando vocações e fortalecendo aqueles que se dedicam à missão da Igreja!

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