Neste sábado (04), Papa Leão XIV visitou Lampedusa, uma pequena ilha no sul da Itália, marcada por inúmeras histórias de migrantes que atravessam o Mediterrâneo em busca de esperança.
Ao escolher Lampedusa como destino, Leão XIV reafirma a atenção da Igreja aos mais vulneráveis, seguindo o caminho de seu antecessor. A visita relembra o gesto do Papa Francisco na ilha, em 2013, quando denunciou a “globalização da indiferença” e fez um apelo para que o mundo não ignore o sofrimento de quem arrisca a própria vida em busca de segurança e esperança.
Homenagem ao saudoso Papa Francisco
Logo que chegou à ilha, Papa Leão XIV foi ao cemitério local, para um momento de oração silenciosa e deposição de flores no túmulo de Yousuf, que morreu na travessia do Mediterrâneo, e também rezou pelas dezenas de outros migrantes ali sepultados.
Em seguida, o Santo Padre visitou o cais do Porto Novo, conhecido pelo primeiro local em terra firme que os migrantes vindos do continente africano colocam os pés após enfrentar o mar. O local foi carinhosamente intitulado Papa Francisco.
“O fato de vocês terem decidido intitular o Cais Favaloro com o nome do Papa Francisco é um sinal do vínculo que o meu predecessor estabeleceu com a comunidade de vocês e com os irmãos e irmãs migrantes: o Papa esteve ao lado de vocês neste período tão difícil para vocês. E hoje estou aqui para lhes dizer que o Papa continua a acompanhá-los, a apoiá-los e a encorajá-los”, afirmou o pontífice.
Santa Missa
O Santo Padre presidiu a Santa Missa no Campo Esportivo de Lampedusa, e em sua homilia afirmou que os migrantes representam aqueles que sofrem e precisam de acolhimento e respeito.
“Onde havia muros de separação, Cristo derrubou-os. Não há amor a Deus sem amor ao próximo, e não há próximo se eu não me aproximar. Parar, comover-se, inclinar-se, chorar perante a dor alheia, como fez Jesus, significa entrar no movimento do amor, aquele em que Deus se revelou.”
Com a visita a Lampedusa, Leão XIV reforça a atenção da Igreja ao drama das migrações e também incentiva a cooperação entre os países do Mediterrâneo e o trabalho de organizações humanitárias que atuam na região.
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