Em 22 de julho, a Igreja faz memória à Santa Maria Madalena, a “apóstola da esperança”, segundo Papa Francisco.
A contrição é o arrependimento que nasce em nosso coração do amor genuíno por Deus e pelo próximo. Quando falamos da figura de Santa Maria Madalena, a qual a Igreja Católica faz memória em 22 de julho, vemos um exemplo de um coração contrito transformado pela misericórdia.
Uma mulher, da qual “saíram sete demônios”, como afirma o Evangelho de Lucas, foi também a mulher que permaneceu ao lado de Maria no caminho da Cruz. Ela não só viu o último suspiro de Nosso Senhor, mas foi testemunha da Sua ressurreição. De pecadora, Maria Madalena tornou-se santa.
A conversão de Madalena mostra-nos que arrepender-se não é apenas tristeza ou culpa, mas mudança de vida guiada pela confiança na graça de Deus. Ela nos ensina que a vida cristã tem como essência a experiência pessoal com Cristo. O verdadeiro arrependimento nasce do desejo de corresponder ao amor misericordioso de Jesus.
A exemplo de Maria Madalena, como lidar com o arrependimento à luz da fé?
- Ninguém está perdido: a história da santa mostra que, mesmo a pessoa que se encontra mais distante de Deus, pode ter a chance de recomeçar.
- Misericórdia é a face de Deus: não pense que seus erros são os piores ou que não há perdão. O Senhor é quem mais deseja dar o perdão àqueles que mostram sua verdade.
- O encontro com Jesus transforma: cada pessoa possui uma história única, mas todas que vivem uma experiência com o amor de Cristo têm o desejo de vida nova.
- Jesus chama-nos pelo nome: o Evangelho relata um diálogo de amor vivido entre Jesus e Maria Madalena quando ela foi ao sepulcro em busca do seu corpo.
“Levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram” (Jo 20, 13).
E Ele lhe pergunta: “Mulher, por que choras? Quem procuras? (Jo 20,15).
Jesus disse: “Maria!” (Jo 20, 16).
5. Anunciar a ressurreição: no final das contas, Maria assume o papel importantíssimo de anunciar a ressurreição aos apóstolos. Ela mostra que a experiência do amor, do arrependimento e do perdão leva à vida nova e à missão.
Depois desse encontro, como não desejar que os outros também o vivam?
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