“Maria é sinal humano de esperança”, afirma Dom Antônio Vilar

A celebração com a presença da Romaria da Família Salesiana reuniu religiosos, religiosas, leigos e jovens que compartilham o carisma Salesiano. Veja!
Dom Antônio e o retrato de Dom Bosco no Altar Central do Santuário Nacional

Movidos pela espiritualidade de Dom Bosco, membros da Família Salesiana participam da tradicional romaria ao Santuário Nacional. Confira!

O Santuário Nacional de Aparecida recebeu neste sábado (15) a Romaria da Família Salesiana. A Santa Missa foi presidida ao meio-dia por Dom Antônio Emídio Vilar, Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de São José do Rio Preto, reunindo as comunidades salesianas do Estado de São Paulo e os fiéis ao redor do Altar Central.

Logo no início da celebração, foram dadas as boas-vindas aos membros dos diversos grupos que integram a espiritualidade salesiana, especialmente às Superioras Gerais do Brasil, que estavam presentes no Santuário Nacional.

Superioras Gerais do Brasil presentes na Santa Missa da Romaria da Família Salesiana (Reprodução/ TV Aparecida)

Ao longo da Santa Missa, Dom Antônio Emídio conduziu a homilia, relembrando a Família Salesiana por meio da intercessão de Dom Bosco, considerado o pai e fundador da Família Salesiana.

Estando reunidos na Casa da Mãe Aparecida, o Arcebispo mencionou o encontro dos Salesianos no Santuário Nacional a fim de agradecerem pelas conquistas e graças recebidas, rezando com o tema: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5).

Ao recordar a figura da Virgem Maria e sua importância na missão salesiana, Dom Antônio Emídio destacou seu papel na vida de Dom Bosco e como mestra para todos.

“Hoje agradecemos àquela que tudo fez na vida de Dom Bosco e hoje faz em nossa vida como nossa mãe, mestra e auxiliadora. A Ela confiamos as nossas comunidades educativo-pastorais, seus colaboradores e destinatários. Queremos entregá-los nas mãos da Mãe”, mencionou.

Maria: Discípula, Mãe e sinal de Esperança

Para o arcebispo, Maria é o exemplo de quem observa a realidade, é atenta aos sinais dos tempos e é auxiliadora que responde às nossas necessidades. Sua obediência a Deus não é passiva, mas serviçal e caritativa.

“Sua escuta de Cristo é profunda. Está na festa, não como simples convidada ou hóspede, mas como quem se dispõe a ajudar e a servir. Ela aponta para Jesus, que pode mudar a nossa vida de água em vinho. Basta fazer o que Ele aponta, o que Ele nos disser”, destacou.

Na solenidade da Assunção de Nossa Senhora, Dom Antônio explicou que os fiéis celebram aquilo que buscam alcançar e que Maria já alcançou: o céu e a plena comunhão com Deus. Segundo ele, a felicidade eterna já é saboreada por quem vive na graça de Deus, na escuta de sua Palavra e na sua prática.

O arcebispo também recordou a resposta de Jesus à mulher que, encantada com suas palavras e ações, declarou: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”. Para Dom Antônio, Jesus mostra que sua nova família é formada por aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática.

“Maria, como serva do Senhor, diz: ‘Faça-se em mim segundo a sua vontade’. E ela nos quer felizes, como servos que fazem o que Ele nos diz. É feliz por ouvir a Palavra de Deus e pô-la em prática”, afirmou.

Ao refletir sobre a Assunção, Dom Antônio destacou Maria como imagem da Igreja, sinal de esperança e testemunha da Ressurreição. Para ele, a Assunção manifesta a vitória de Cristo sobre o mal e a morte e aponta para a vida eterna daqueles que pertencem a Cristo.

“A Assunta viveu o ideal de santidade dos discípulos missionários de Jesus Cristo. É a primeira da Igreja no céu, na glória de Deus. Sinal escatológico da Igreja. Do céu, Maria, consolo e esperança do povo peregrino na terra. Maria é sinal humano de esperança. Na glória, Maria, vitória da vida sobre a morte, da esperança sobre a angústia, da comunhão sobre a solidão, das coisas celestes sobre as terrestres”, acrescentou.

Durante a homilia, o Arcebispo Metropolitano ainda apresentou Maria como modelo de vida cristã, destacando sua adesão à vontade de Deus, a escuta e a prática da Palavra, além da caridade e do espírito de serviço.

“Maria é sinal do amor de Deus. Todos precisamos receber amor e dar amor. Um sorriso, um gesto, uma saudação, uma carta, uma mensagem de WhatsApp. Assim é na vida espiritual”, mencionou.

Ao encerrar a homilia, Dom Antônio destacou Maria como exemplo durante o Mês Vocacional, especialmente para a vida religiosa e consagrada, celebrada pela Igreja neste domingo (16). Segundo o arcebispo, a vida religiosa é chamada a ser sinal de Deus e de esperança no mundo.

“A exemplo de Maria, a vida religiosa é sinal de Deus no mundo. Quem vive a consagração a Deus como estilo de vida é sinal de esperança para o mundo. É presença do céu na terra. Rezemos pelas vocações, a vida religiosa e consagrada em geral, para que seja sinal luminoso de Deus no meio do povo”, afirmou.

Por fim, o Arcebispo Metropolitano convidou os fiéis a rezarem pelas vocações que compõem cada grupo da Família Salesiana e destacou a missão evangelizadora junto aos jovens.

“Hoje, diante da Imagem da Mãe Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, nós nos entregamos como Família Salesiana, dispostos a fazer o que Jesus disser, e também como Família Salesiana em missão, especialmente na evangelização dos jovens, sendo para eles sinais e portadores do amor de Deus, como foi Dom Bosco, Madre Mazzarello e todos os santos e santas da nossa querida Família Salesiana”, concluiu.

Mensagem do Reitor-Mor da Congregação Salesiana

Ao final da Santa Missa, o Reitor-Mor da Congregação Salesiana, padre Fabio Attard, enviou uma carta de saudação fraterna e bênção à 27ª Romaria da Família Salesiana para os presentes no Santuário Nacional.

Mesmo não estando fisicamente presente, o Reitor mencionou que se sente próximo neste dia de graça, caminhando ao lado de cada peregrino e grupo que se fez presente na Casa da Mãe Aparecida.

Reveja como foi a celebração:

➕ Caminho Sinodal: Conhecendo a espiritualidade salesiana

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