Músicos do Santuário evangelizam por meio da música e da fé

Neste Dia Internacional da Música, músicos do Santuário Nacional compartilham histórias, vocação e a missão de evangelizar na Casa da Mãe. Leia!
Santa Missa Imaculado Coração de Maria

Conheça a história de músicos do Santuário Nacional que colocam seus talentos a serviço da fé na Casa da Mãe Aparecida!

A música tem a missão de unir pessoas, despertar emoções e transmitir mensagens que muitas vezes não podem ser expressas apenas por palavras.

Nesse sentido, o Dia Internacional da Música, celebrado em 1º de outubro, foi criado pelo Conselho Internacional da Música (IMC), organismo fundado em parceria com a UNESCO, promovendo a arte musical em toda a sociedade.

Na Igreja, a música também ocupa um lugar muito importante. Mais do que ser uma melodia ou expressão artística, ela se torna oração, anúncio do Evangelho e instrumento de encontro com Deus.

No Santuário Nacional de Aparecida, essa missão ganha ainda mais um significado. Todos os dias, diversos romeiros participam de celebrações, momentos de devoção e transmissões, acompanhados por vozes e instrumentos que ajudam a conduzir a experiência de fé vivida na Casa da Mãe.

Por trás de cada canto, ensaio e celebração, há músicos que colocam seus talentos a serviço da evangelização. Eles ajudam a criar um ambiente de acolhimento e oração na Casa da Mãe Aparecida, contribuindo para que os peregrinos expressem sua fé e se aproximem de Deus por meio da música.

Conheça a história dos músicos do Santuário

Desde a infância, a música faz parte da vida de Silvio Lino, músico do Santuário Nacional. Nascido em Aparecida (SP), ele teve os primeiros contatos com a arte durante as visitas à Basílica Histórica.

O que começou como admiração pelo som do órgão de tubos se transformou em vocação e, anos depois, em uma missão vivida diariamente no Santuário Nacional.

Arquivo Pessoal
Silvio Lino com a Imagem de Nossa Senhora Aparecida (Arquivo Pessoal)

Ao recordar sua trajetória, o músico contou que a inspiração surgiu ainda nos tempos de catequese, quando recebeu incentivo para iniciar os estudos musicais.

“Sou aparecidense e, como frequentava a Basílica Histórica com meus familiares, o som do órgão de tubos sempre me chamava a atenção. Quando entrei na catequese, minha catequista abriu os caminhos para que eu pudesse estudar música. Aos 16 anos, comecei a trabalhar no Santuário Nacional como músico.”

Para ele, atuar no maior Santuário mariano do mundo vai muito além de uma profissão. A música se tornou uma forma concreta de evangelização e acolhimento aos devotos que chegam à Casa da Mãe Aparecida.

“Trabalhar no Santuário Nacional, sobretudo com a música, é algo muito além de ter um emprego. Para mim, é vocação, chamado e missão. É cantar a fé, acolher cada devoto com um abraço musical e evangelizar por meio da música“, compartilhou.

O músico destacou também um momento que lhe marcou, como a graça de ter participado de celebrações históricas presididas por dois papas no Santuário Nacional.

“O Santuário Nacional é especial em todos os momentos, e o calendário litúrgico mostra bem isso. Mas fui presenteado com a oportunidade de tocar o órgão nas missas pontificais de 2007, com o Papa Bento XVI, e de 2013, com o Papa Francisco.”

Já para Suzi Bolcato, também musicista do Santuário Nacional, o que começou ainda nos primeiros anos de vida, se transformou em um caminho de fé, dedicação e serviço que hoje ajuda a acolher milhares de romeiros na Casa da Mãe Aparecida.

Ao recordar o início de sua trajetória, Suzi relatou que a música surgiu em sua vida após um momento marcante que viveu quando criança.

“Minha história começou aos 4 anos de idade, após uma meningite bacteriana severa, da qual fui salva por um milagre, através da intercessão de Nossa Senhora e de Santa Rita de Cássia. Surpreendi meus pais tocando, de ouvido, aquela música ‘Wherever you go, whatever you do…’ Daí em diante, a música sempre me acompanhou”, contou.

Arquivo Pessoal/ Suzi Bolcato
Suzi Bolcato em 1987 com seu primeiro piano (Arquivo Pessoal/ Suzi Bolcato)

Para ela, a música possui um significado que vai além da técnica ou da performance. Suzi a define como um caminho de libertação, cura e alegria.

“Cantar, para mim, é libertação, é cura, é fonte de alegria e felicidade. A música me ensina a cada dia a partilhar os dons, a somar, a ter disciplina, a buscar evolução profissional e pessoal”, disse.

Por fim, a musicista deixou uma mensagem para aqueles que desejam trilhar o caminho da música, destacando a importância do estudo, da perseverança e da humildade.

“Na música, é feliz quem estuda, quem busca melhorar a cada dia, com humildade, paciência e constância, buscando conhecimento e contentamento.” 

➕ Dia Internacional da Música: relembre as canções que mudaram a história

Fonte: International Music Council (IMC)

WhatsApp
Telegram
Facebook
X
LinkedIn

Leia Também