Foram adotadas no Complexo do Santuário novas cores nas lixeiras que orientam romeiros sobre a separação correta dos resíduos durante a visita à Casa da Mãe
Mais de 10 milhões de pessoas visitam o Santuário Nacional todos os anos. Com um fluxo desse tamanho, atitudes simples podem gerar impactos na rotina da Casa da Mãe. Uma delas é o descarte correto dos resíduos.
O Santuário Nacional passou a adotar uma nova organização das lixeiras. A proposta facilita a separação dos materiais e orienta os peregrinos sobre o local adequado para cada tipo de resíduo.
O novo sistema utiliza duas cores principais:
• Azul: resíduos recicláveis;
• Cinza: resíduos não recicláveis.
A mudança também altera a rotina das equipes responsáveis pela limpeza, coleta e destinação dos resíduos. O objetivo é manter os materiais separados desde o descarte até as etapas seguintes do manejo.
Por que as lixeiras foram reorganizadas?
De acordo com Gislene Soriano, supervisora de Limpeza Externa, Áreas Verdes e Usina de Triagem e Compostagem (UTC) São Geraldo, a reorganização busca tornar o descarte mais simples e eficiente.
A iniciativa também está relacionada aos princípios da Encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco. O documento aborda o cuidado com a Casa Comum e a responsabilidade diante das questões ambientais.
A grande circulação de visitantes foi outro fator considerado na implantação do novo modelo. A expectativa é facilitar a separação dos resíduos e melhorar o aproveitamento dos materiais recicláveis. “A reorganização das lixeiras foi motivada pela necessidade de tornar o descarte de resíduos mais simples, eficiente e alinhado às boas práticas de gestão ambiental.”
Segundo Gislene, a mudança também pode contribuir para reduzir o volume de resíduos encaminhados aos aterros sanitários.
O que significam as cores azul e cinza?
A identificação das lixeiras foi padronizada para facilitar a compreensão dos visitantes.
Além das cores, os recipientes contam com sinalização visual. A medida ajuda o visitante a identificar o local adequado para descartar cada resíduo.
“Em vez de utilizar diversas cores para identificar cada tipo de material reciclável, optou-se por um modelo mais intuitivo e de fácil identificação, baseado em apenas duas categorias: recicláveis e não reciclávei.”, explicou Gislene.
A escolha também considera as diretrizes da Resolução CONAMA nº 275/2001. A norma estabelece cores para a identificação de diferentes tipos de resíduos na coleta seletiva.
Nesse padrão, a cor azul é associada aos materiais de papel e papelão. A cor cinza identifica resíduos que não podem ser reciclados ou que não devem ser misturados aos recicláveis.
O que muda para quem visita o Santuário?
Para o visitante, a principal mudança está no momento do descarte. A orientação é observar a identificação da lixeira antes de colocar o resíduo.
A separação começa com uma atitude individual. O material descartado de forma correta pode seguir o fluxo adequado dentro do sistema de gestão de resíduos do Santuário.
“Dessa forma, os visitantes conseguem identificar rapidamente o local correto para o descarte de seus resíduos, tornando o processo mais prático e acessível”, pontuou Gislene.
A nova organização também busca reduzir erros durante a separação. Com menos categorias para identificar, o sistema pretende tornar o descarte mais direto para quem circula pelo complexo.
Equipes também passaram por mudanças
A implantação das novas lixeiras trouxe adaptações para as equipes responsáveis pela limpeza e pelo manejo dos resíduos. A integração entre as equipes faz parte do processo.
Os procedimentos de coleta e transporte interno foram ajustados ao novo sistema. Os materiais recicláveis e não recicláveis precisam permanecer separados ao longo dessas etapas.
Para isso, os colaboradores receberam orientações sobre os novos procedimentos. Os treinamentos abordaram a separação dos materiais e a importância de manter a coleta seletiva de acordo com o modelo adotado.
A separação realizada pelo romeiro precisa ser mantida nas etapas seguintes da coleta.
O que fazer em caso de dúvida?
Quem tiver dúvida sobre o descarte pode procurar os colaboradores das áreas de atendimento e apoio ao romeiro. As equipes de limpeza que estiverem próximas também podem orientar o público.
Os profissionais receberam informações sobre o novo sistema. Por isso, o peregrino pode pedir ajuda antes de descartar um material quando não souber qual lixeira utilizar.
Você sabe qual é o destino dos resíduos da Usina de Reciclagem do Santuário Nacional de Aparecida?