Cremos na vida

Logo no início deste mês celebramos a Memória de Todos os Fiéis Defuntos, um dia de saudade, gratidão e esperança, em que elevamos a Deus a oração da Igreja por nossos irmãos e irmãs que já fizeram sua páscoa definitiva.
Imagem O bom pastor do artigo 1c374307-d8c1-48f9-aee9-52ee58e1ecaa

Logo no início deste mês celebramos a Memória de Todos os Fiéis Defuntos, um dia de saudade, gratidão e esperança, em que elevamos a Deus a oração da Igreja por nossos irmãos e irmãs que já fizeram sua páscoa definitiva, e suplicamos por seu descanso eterno. Eles já “dormem o sono da paz” e o Cristo lhes concede o repouso e a luz, estão acolhidos eternamente na glória, onde contemplam a Deus face a face. As palavras do Profeta Jó confirmam essa proclamação da fé: “Eu sei que o meu Redentor está vivo”.

Sempre chega o dia em que os próximos e amados retornam ao Pai… e a gente fica para dar sequência ao viver e conviver, colhendo frutos dos talentos. Somos convidados a olhar para a “irmã morte” como uma etapa da realização plena da vida, um momento da nossa iluminação. O nosso destino definitivo, a romaria final, é para a cidade celeste. Aqui neste mundo somos peregrinos e com as nossas boas obras construímos morada no céu. O céu é: “inefável convívio, luz verdadeira, plena saciedade, eterna alegria, ventura completa, felicidade perfeita” (Santo Tomás de Aquino).

A nossa meditação quer ressignificar a dor da perda em forma de agradecimento e boas recordações. Com nosso amor já trazemos o céu para a terra, e esse amor é mais forte que a morte. As pessoas que amamos, não as perdemos, ganhamos um bem maior, a intercessão no céu.

Há certas experiências da vida, carregadas de dor e mistério, que somente à luz da fé entenderemos e confiaremos também à nossa feliz Ressurreição um dia. Cristo nos ensina a morrer e ressuscitar com Ele! Como rezamos no Prefácio da Missa dos Defuntos: “para os que creem em vós a vida não é tirada, mas transformada”. O nosso coração só descansará no colo do Pai.

O Deus vivente, que não morre, com sua ternura enxuga as lágrimas de todos os que choram no momento da morte. É preciso acreditar nas Palavras do Senhor: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11,25).

Que Nossa Senhora, Mãe na vida e na morte, console os corações enlutados, e um dia abra para nós a Porta do Céu.

Ao Deus da Vida peçamos: “Transformai, Senhor, nosso pranto em festa, nossa saudade em esperança, nossa solidão em comunhão com os Santos, nosso medo em certeza”.

A sugestão de uma obra clássica de Santo Afonso: “Preparação para a morte” pode contribuir com os nossos pensamentos sobre a vida eterna.

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