Na segunda entrevista da Série Especial pelos 70 anos do Museu Nossa Senhora Aparecida, revisitamos as 6ª e 7ª décadas da instituição, marcadas pela revitalização, expansão e pelo amadurecimento das práticas de preservação. O orientador cultural Flávio Augusto Carvalho destacou como o trabalho desenvolvido ao longo dos anos contribuiu para fortalecer a pesquisa, a salvaguarda e a comunicação do acervo.
Entre os momentos históricos lembrados estão o centenário da coroação de Nossa Senhora Aparecida, em 2004, e a visita do Papa Bento XVI ao Santuário Nacional, em 2007. O acervo do Museu reúne objetos relacionados a esses acontecimentos, como uma réplica da coroa utilizada na coroação, a almofada da solenidade, cinco protótipos de coroas do concurso realizado em 2004 e a segunda Rosa de Ouro entregue pelo Papa Bento XVI.
A entrevista também abordou a criação do Laboratório de Restauro, em 2016, e o trabalho realizado na Reserva Técnica. O processo envolve etapas como triagem, higienização, quarentena e avaliação das peças antes de uma possível intervenção, sempre com o objetivo de preservar não apenas a integridade dos objetos, mas também as histórias e os significados devocionais ligados a eles. A ampliação dos circuitos de visitação também tornou a experiência dos visitantes mais imersiva, aproximando o público da história, da arquitetura e da arte sacra do Santuário.
Flávio destacou que o trabalho vai além de simplesmente guardar os objetos que fazem parte do acervo. “Preservar o passado não significa deixar guardado, significa cuidar dele para que ele continue produzindo memória, conhecimento, cultura e fé presente nas histórias do Santuário Nacional e na vida de cada devoto que aqui vem”, afirmou.
Confira na íntegra: