Confira a história de São Charbel Makhluf, o santo maronita que se tornou conhecido pelo silêncio e milagres atribuídos à sua intercessão!
São Charbel Makhlouf nasceu em 8 de maio de 1828, na pequena aldeia de Bekaa Kafra, nas montanhas do norte do Líbano. Recebeu em seu batismo o nome de Youssef Antoun Makhlouf.
Mais tarde, ao ingressar na Ordem Libanesa Maronita, adotou o nome religioso Charbel, em homenagem a um Mártir cristão dos primeiros séculos da Igreja. A partir de então, passou a ser conhecido como Frei Charbel, nome pelo qual se tornou reconhecido mundialmente por sua vida de oração, penitência e santidade.
É uma figura muito querida aos cristãos libaneses pela sua espiritualidade disciplinada, sendo conhecido pelos milagres a ele atribuídos, mesmo depois de sua morte. Foi proclamado Santo pelo Papa Paulo VI em 1977.
A vida de Eremita
Após anos de vida monástica, Charbel sentiu que Deus o chamava a uma experiência ainda mais profunda de recolhimento e oração. Em 1875, recebeu autorização para viver como eremita, seguindo uma tradição da Ordem Maronita que privilegiava uma vida marcada pelo silêncio, pela penitência e pela contemplação.
No eremitério, levou uma rotina simples e austera. Dedicava longas horas à oração, aos jejuns e ao trabalho, buscando viver em constante união com Deus.
Os relatos da época descrevem um religioso profundamente dedicado à vida espiritual, que deixava sua cela apenas para cumprir os compromissos indispensáveis da comunidade, especialmente a celebração da Eucaristia.
Foi nesse ambiente de oração e entrega que passou os últimos anos de sua vida. Em dezembro de 1898, durante a celebração da Missa de Natal, sofreu um mal súbito.
Após alguns dias de enfermidade, faleceu em 24 de dezembro daquele ano, deixando um testemunho de fé, humildade e fidelidade à vocação que continua inspirando cristãos em todo o mundo.
Em 1965, o discurso do Papa Paulo VI, durante a beatificação do Monge Charbel, mencionou que o santo libanês tornou-se um exemplo de fidelidade à oração e à vivência radical do Evangelho.
“Dedicou-se, por ordem de seus superiores, à vida eremítica. Durante esse período de vida religiosa, deu o exemplo de uma vida inteiramente centrada na celebração da Missa, na oração silenciosa diante do Santíssimo Sacramento, na prática heroica das virtudes da obediência, pobreza e castidade”, disse.
Um homem que escolheu o silêncio
Antes de ingressar na Ordem Libanesa Maronita, Youssef já ouvia a voz do Senhor, que o chamava para segui-lo, mas ao mesmo tempo não podia desobedecer às ordens da sua família.
Durante uma noite, a voz do Senhor se tornou para ele muito clara e insistente. Foi o momento em que Youssef não podia resistir mais ao chamado de Deus. Então, levantou-se e, sem se despedir de ninguém, antes de amanhecer, pôs-se a caminho para o mosteiro de Nossa Senhora de Mayfouq.
Desde então, Youssef ficou conhecido como o homem do silêncio, pois acreditava que, no recolhimento e na oração, poderia ouvir com mais clareza a voz de Deus. A escolha pela vida monástica e, mais tarde, pela vida eremítica, nasceu justamente do desejo de responder plenamente ao chamado que sentia em seu coração desde a juventude.
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Fonte: Arquidiocese de São Paulo, Santa Sé, Vatican News