Primeira santa nascida no Brasil é homenageada com celebrações que unem oração, sacramentos e gestos de caridade no Santuário, em Salvador (BA).
A programação da Festa de Santa Dulce dos Pobres, iniciada no último sábado (01), continua até 13 de agosto, em Salvador (BA), reunindo peregrinos para celebrar a memória litúrgica da primeira santa nascida no Brasil. Neste ano, a celebração propõe um percurso diferente: cada dia da trezena é dedicado à reflexão sobre um dos sacramentos da Igreja, em sintonia com o tema “Santa Dulce dos Pobres nos educa na paz pela força da Graça Sacramental”.
A proposta nasce da própria experiência de fé de Santa Dulce. Antes de se tornar conhecida pelo trabalho desenvolvido em favor dos pobres e enfermos, a religiosa cultivava uma intensa vida de oração e encontrava na Eucaristia e nos sacramentos a força para sustentar sua missão. É essa relação entre espiritualidade e serviço que a festa procura destacar ao longo das celebrações.
Programação diária e momentos de devoção em Salvador
A programação diária reúne Santa Missa, Santo Terço, Trezena Solene, adoração ao Santíssimo Sacramento, bênçãos e apresentações culturais. Também são promovidas ações em apoio às Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), instituição fundada pela santa em 1959, que atualmente atua nas áreas de saúde, assistência social, ensino e pesquisa.
Entre os momentos mais aguardados está a Procissão dos Nós, marcada para 12 de agosto, quando os fiéis percorrem o Caminho da Fé entre o Santuário Santa Dulce dos Pobres e a Basílica Santuário do Senhor do Bonfim.
No dia 13, memória litúrgica da santa, a programação começa nas primeiras horas da manhã com missas ao longo do dia, incluindo a Missa Solene presidida pelo cardeal Dom Sérgio da Rocha, e terminando com a tradicional Procissão Luminosa e a bênção do Santíssimo Sacramento.
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Quem foi a primeira santa nascida no Brasil
Canonizada pelo Papa Francisco em 13 de outubro de 2019, Santa Dulce dos Pobres tornou-se a primeira santa nascida no Brasil. Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes nasceu em Salvador, em 1914, e ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus aos 18 anos.
Sua atuação ganhou reconhecimento pela dedicação aos doentes e às pessoas em situação de vulnerabilidade, acolhidas inicialmente em um antigo galinheiro do Convento Santo Antônio, espaço que deu origem às Obras Sociais Irmã Dulce.
Passados quase sete anos da canonização, a devoção à santa continua crescendo em diferentes regiões do país. A festa realizada em Salvador reúne essa dimensão da religiosidade popular com a memória de uma mulher que transformou a fé em serviço e deixou um legado que permanece vivo no atendimento a milhares de pessoas e na vida da Igreja.
Os sacramentos como fonte da caridade
Ao escolher os sacramentos como eixo da edição deste ano, a celebração também recorda uma característica fundamental da espiritualidade de Santa Dulce: a caridade que marcou sua trajetória e que surgiu de uma vida alimentada pela oração, pela participação na liturgia e pela confiança em Deus.
Essa mesma proposta é apresentada aos peregrinos durante os treze dias da festa, unindo celebração, formação e testemunho de fé.
Conheça o Santuário Santa Dulce dos Pobres
Fonte: Santuário Santa Dulce dos Pobres/ Arquidiocese de Salvador/ OSID