Confira o relato de três agentes de pastorais sociais e entenda como estes organismos têm se adaptado às práticas sinodais.
Dando sequência à série do A12 sobre a Sinodalidade, destacamos agora pastorais e organismos sociais que buscam adaptar suas metodologias para a escuta e acolhimento diante das necessidades daqueles que atendem.
O conteúdo apresenta o trabalho de três agentes que relatam suas experiências na perspectiva sinodal: Frei José Bernardi, do Rio Grande do Sul, que atua há 25 anos na Pastoral da Aids; Alessandra Miranda, assessora da Comissão para a Ação Sociotransformadora (CEPAST); e Osnilda de Lima, assessora técnica de formação da Cáritas Santa Catarina.
Segundo Frei José, para realizar o trabalho junto à obra social de promoção da pessoa soropositiva, como em todas as outras pastorais sociais, é fundamental criar vínculo. Segundo ele, essa conexão humana é necessária para estabelecer processos e ajudar as pessoas a se reerguerem e tornarem-se protagonistas da própria trajetória.
“Para as pastorais sociais, esse caminho de sinodalidade, que passa pela escuta, pelo acolhimento, é fundamental, porque é isso que permite a gente encontrar as pessoas, fazer elas se sentirem gente mesmo em situações muito adversas, seja de miséria ou falta de moradia, e é dessa escuta que a gente constrói vínculos.”
A Comissão Sociotransformadora, da qual Alessandra é assessora, atua diretamente com as pastorais e demais organismos sociais. Ela ressalta que esses serviços de promoção humana têm buscado o diálogo de uma diversidade.
“A própria Igreja no mundo, no Brasil, é diversa. Ela tem um conjunto de grupos, movimentos, irmandades, pastorais… e não é uma diversidade que diz respeito apenas aos processos organizativos, mas também ao entendimento e leitura da palavra de Deus. O que nós temos feito é garantir o que nós temos chamado de convergências: dentro das diferenças, quais são as convergências que nos unem para uma Igreja sinodal, na comunhão e na participação?”
Por fim, Osnilda comenta a iniciativa da Cáritas de Santa Catarina de promover uma ampla escuta para a realização de uma Assembleia, ação que exemplifica características do processo sinodal.
“Quando nós começamos a pensar o processo da assembleia, nós entendemos que, nessa dinâmica e provocação que a Igreja faz de um caminho sinodal, nós também precisávamos fazer esse processo de preparação para o evento… Entendemos que precisaríamos começar com uma escuta alargada de toda a rede, para que esse formulário nos desse um rosto de como estava a rede, quem são as pessoas e quais são os desafios para que pudéssemos responder na assembleia.”
Assista ao vídeo completo com os relatos desses agentes e entenda melhor como as pastorais têm buscado vivenciar a sinodalidade.
Leia também: Três documentos papais para uma Igreja missionária