Conheça marcos da terceira década do Museu Nossa Senhora Aparecida

A história da terceira década do Museu Nossa Senhora Aparecida destaca um grande acervo documental socioeconômico da região do Vale do Paraíba. Entenda!

Na série em comemoração aos 70 anos do Museu, saiba o que marcou a terceira década.

Em continuidade à série “7 Décadas de História” do Museu Nossa Senhora Aparecida, o A12 destaca um marco da terceira década: a inauguração de um “novo museu”, concebido com caráter histórico, didático e pedagógico. Trata-se do Museu dos Ciclos Socioeconômicos do Vale do Paraíba, instalado no 3º andar da Torre Brasília do Santuário Nacional e inaugurado em 20 de setembro de 1975.

Os idealizadores do Museu foram a professora Conceição Borges Ribeiro Camargo e seu esposo, Vicente Camargo, em parceria com o professor e museólogo Paulo Camilher Florençano, da cidade de Taubaté (SP), contando ainda com o apoio do Cardeal Dom Carlos Motta, então arcebispo de Aparecida.

Saiba mais sobre Conceição Borges Camargo

Qual foi o principal objetivo do Museu?

Segundo seus fundadores, o Museu, que permaneceu aberto à visitação entre 1975 e 1993, tinha como objetivo apresentar a história socioeconômica do Vale do Paraíba por meio de uma sequência cronológica de ciclos (como sugere o próprio nome), abrangendo desde o período da colonização até o desenvolvimento industrial da região. Em um de seus manuscritos, Conceição Borges ressaltou um dos objetivos:

MNSA/Santuário Nacional
Conceição Borges na inauguração (MNSA/Santuário Nacional)


“… valorizar o patrimônio turístico das cidades vale-paraibanas no circuito histórico, social e econômico”.

Vale destacar que a inauguração ocorreu durante as comemorações dos 150 anos de nascimento de Dom Pedro II, em um contexto posterior ao chamado “Milagre Econômico” brasileiro, e contou com a presença de Dom Pedro de Orléans e Bragança, filho primogênito da Princesa Isabel. O príncipe foi recebido na cerimônia ao lado de outras importantes personalidades da época.

De acordo com manuscritos de Conceição Borges elaborados para a divulgação do novo Museu, durante a solenidade foi entregue ao príncipe uma imagem fac-símile da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, abençoada por Dom Carlos Motta.

Como era a apresentação do Museu?

Segundo informações publicadas no Jornal Santuário Aparecida de 5 de outubro de 1975, os visitantes podiam conhecer a história socioeconômica do Vale do Paraíba por meio de uma linha do tempo apresentada em painéis compostos por textos, pinturas, mapas, roteiros, quadros, fotografias, gravuras e objetos relacionados a cada período histórico.

O acervo documental, que contava com 154 peças em exposição, estava organizado em núcleos temáticos que abordavam os seguintes ciclos:

Ciclo da subsistência – 38 peças
Ciclo do bandeirismo – 35 peças
Ciclo da cana-de-açúcar – 11 peças
Ciclo do café – 63 peças
Ciclo da economia mista – 5 peças
Ciclo industrial – 2 peças

Agora que você conheceu mais um capítulo da longa e rica trajetória do Museu Nossa Senhora Aparecida, o A12 convida você a revisitar os marcos da primeira e da segunda década e a acompanhar os próximos conteúdos da série.

1ª década: A fundação do Museu Nossa Senhora Aparecida
2ª década: Inauguração no 2º andar da Torre Brasília 

Fonte: Dissertação “A Museologia e o Sagrado: um estudo sobre o Museu Nossa Senhora Aparecida”

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