Celebrado no dia 31 de julho, o Dia Nacional da Campanha do Quilo incentiva a arrecadação de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social.
A data recorda a importância da solidariedade e da participação da comunidade no combate à fome, criando projetos e ações sociais por meio de grupos, instituições ou voluntários com um único objetivo: a partilha e assistência aos irmãos que precisam de ajuda.
O que a Igreja diz sobre a partilha
Para a Igreja, a partilha de alimentos faz parte da expressão do amor ao próximo e da vivência do Evangelho. De acordo com o Catecismo da Igreja Católica (CIC), a partilha faz parte das obras de misericórdia.
“As obras de misericórdia corporais consistem nomeadamente em dar de comer a quem tem fome, albergar quem não tem teto, vestir os nus, visitar os doentes e os presos, sepultar os mortos. Entre estes gestos, a esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna e também uma prática de justiça que agrada a Deus.” (CIC, 2447)
Dessa forma, os fiéis são incentivados a colocar seus bens a serviço daqueles que mais precisam, contribuindo com a missão da Igreja e evangelizando por meio da partilha.
Ação de solidariedade
Em Taubaté (SP), o Colégio Vicentino Santa Luiza de Marillac participa de uma ação fraterna de arrecadação de alimentos. Segundo a coordenadora da pastoral escolar, Nathalia Melo, o objetivo da arrecadação é ensinar, na prática, o que é a caridade. Nathalia mencionou que a ação envolve os alunos, famílias e colaboradores da instituição.
“Queremos mostrar que amar o próximo não é apenas um sentimento, mas uma atitude concreta. Ao partilhar o que temos, aprendemos que o outro importa e que somos responsáveis uns pelos outros”, disse.
Os alimentos são organizados e entregues a famílias em situação de vulnerabilidade atendidas pela Conferência dos Vicentinos da Paróquia São José Operário, em Taubaté.
Dessa forma, Nathalia contou que a ação ajuda diretamente quem precisa, garantindo o básico para viver, mostrando a essas pessoas que elas não estão sozinhas.
“Essa ação não acontece só em um dia, mas ao longo de todo o ano. As famílias são incentivadas a envolver seus filhos, e isso tem gerado frutos muito bonitos.
Há crianças que percorrem seus condomínios, conversam com vizinhos e pedem doações, explicando a importância de ajudar. Assim, elas aprendem desde cedo a cuidar do próximo”, contextualizou.
Servir aos pobres é servir ao próprio Cristo
Nathalia afirmou também que Cristo está presente nos pobres. Além da partilha e arrecadação, ajudar não é apenas um gesto de bondade, mas um ato de fé.
“Ao cuidar de quem precisa, estamos servindo ao próprio Cristo. Isso faz com que a caridade deixe de ser algo ocasional e se torne parte da vida”, pontuou.
A arrecadação de alimentos já faz parte da vida da instituição desde sua origem. Com o tempo, esse gesto foi sendo fortalecido e passou a envolver ainda mais as famílias, especialmente por meio da gincana solidária.
Hoje, a arrecadação não é apenas uma ação pontual, mas uma forma de educar para o bem, ajudando crianças e adultos a viverem a caridade no dia a dia.
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