Confira cantos para a celebração de Finados, com sugestões para ajudar as comunidades a preparar a liturgia
No dia 2 de novembro, a Igreja celebra a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos. É um momento de oração por aqueles que partiram desta vida e de renovação da esperança na ressurreição prometida por Jesus Cristo.
A música litúrgica ajuda a comunidade a expressar essa fé durante a celebração. Para preparar a Missa de Finados, é importante escolher cantos que estejam de acordo com cada momento do rito e expressem essa esperança cristã na vida eterna.
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio do Setor Música Litúrgica, já disponibilizou sugestões de repertório para essa celebração. A seleção inclui cantos de entrada, salmo responsorial, aclamação ao Evangelho, apresentação das oferendas, comunhão e louvor final.
Confira as sugestões e os links para ouvir as músicas:
1. Canto de entrada: A morte Já mão mata mais
O canto de entrada acompanha a procissão inicial e ajuda a reunir a assembleia para celebrar a Eucaristia. Na Comemoração dos Fiéis Defuntos, é importante que a música expresse a fé na ressurreição e a vitória de Cristo sobre a morte.
2. Ato penitencial
Este momento convida a assembleia a reconhecer sua condição humana e a confiar na misericórdia de Deus.
Para esse momento, a comunidade deve utilizar uma das fórmulas previstas no Missal Romano, respeitando o texto do Missal Romano.
3. Hino de Louvor
Quando previsto na celebração, o Glória deve seguir o texto litúrgico próprio, sem substituição por uma composição de conteúdo semelhante.
A equipe de música pode utilizar uma das melodias aprovadas para o Hino de Louvor e já conhecidas pela assembleia.
4. Salmo responsorial: O Senhor é o Pastor que me conduz
O salmo responsorial é parte da Liturgia da Palavra. Sua função é favorecer a resposta orante da assembleia à primeira leitura, por meio do texto bíblico.
Entre as sugestões da CNBB para a celebração dos Fiéis Defuntos está o Salmo 22(23), com o refrão O Senhor é o pastor que me conduz, com refrão de André Zamur e estrofes de Ir. Míria T. Kolling, com texto do Lecionário. A imagem do Senhor como pastor recorda o cuidado de Deus com seu povo e a confiança que os fiéis depositam nele.
Atenção: antes de definir o salmo, a equipe deve conferir as leituras da celebração escolhida, pois a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos possui diferentes formulários litúrgicos.
5. Aclamação ao Evangelho: Aleluia, é esta a vontade de quem me enviou
A aclamação prepara a assembleia para escutar o Evangelho e deve acompanhar a procissão do Livro dos Evangelhos, quando houver.
Para a celebração dos Fiéis Defuntos, a CNBB apresenta a aclamação inspirada em João 6,39:
“É esta a vontade de quem me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas que eu os ressuscite no último dia.”
O texto recorda a promessa de Jesus de ressuscitar aqueles que lhe foram confiados. É, portanto, uma escolha diretamente relacionada à esperança cristã celebrada em Finados.
6. Apresentação das oferendas: Os olhos jamais contemplaram
Durante a apresentação das oferendas, a comunidade prepara o altar para a Liturgia Eucarística. O canto deve acompanhar esse rito e estar de acordo com o sentido da celebração.
Em Finados, o canto remete à esperança nos bens que Deus prepara para aqueles que o amam, tema que ajuda a comunidade a contemplar a vida eterna à luz da fé.
7. Santo, aclamações eucarísticas e Cordeiro de Deus
Esses cantos pertencem à Liturgia Eucarística e devem respeitar os textos próprios do Missal Romano.
O Santo é a aclamação da assembleia que se une ao louvor da Igreja celeste. As aclamações eucarísticas integram a Oração Eucarística, enquanto o Cordeiro de Deus acompanha o rito da fração do pão.
Para esses momentos, a equipe deve escolher melodias litúrgicas adequadas aos textos oficiais e conhecidas pela comunidade. Não é necessário criar um repertório especial de Finados para essas partes da celebração.
Referência para a equipe de música: Cantos litúrgicos do Missal Romano
8. Canto de comunhão: A Luz Eterna os ilumine
Na comunhão, a assembleia participa do Corpo e Sangue de Cristo. O canto desse momento deve estar relacionado ao mistério celebrado e favorecer a participação dos fiéis.
A inspiração do canto está na antífona da comunhão para os Fiéis Defuntos, que pede ao Senhor que a luz eterna ilumine os falecidos no convívio dos santos.
9. Canto final: A certeza que vive em mim
Depois da conclusão da celebração, a comunidade pode utilizar um canto que prolongue a mensagem de esperança proclamada durante a Missa.
A escolha de um canto final deve considerar o caráter da celebração e a orientação litúrgica local, sem perder de vista que a esperança cristã nasce da morte e ressurreição de Jesus.
Como preparar o repertório da Missa de Finados?
A escolha dos cantos deve considerar as leituras proclamadas, os textos próprios da celebração e a participação da assembleia. Também é importante que os músicos ensaiem previamente e que as melodias escolhidas favoreçam a oração comunitária.
O repertório apresentado pela CNBB é uma referência para a preparação da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos. Ao recordar aqueles que partiram, a Igreja proclama sua fé em Cristo, que venceu a morte e abriu, para todos os que nele creem, o caminho da vida eterna.
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Fonte: Hinário Litúrgico da CNBB