Nesta última parte da Série Virtudes Teologais, falaremos sobre a caridade. Por meio desta virtude, somos conduzidos a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
Nosso Senhor, Jesus Cristo, é o maior exemplo para nós de quem manifestou seu amor plenamente a Deus Pai e a cada um de nós, em sua entrega na cruz.
“Os discípulos, amando-se uns aos outros, imitam o amor de Jesus, amor que eles recebem também em si. É por isso que Jesus diz: ‘Assim como o Pai me amou, também eu vos amei. Permanecei no meu amor’ (Jo 15,9). E ainda: ‘É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei’ (Jo 15,12).” (Catecismo da Igreja Católica — CIC, 1823).
O Catecismo da Igreja Católica nos ensina que a caridade é a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas por Ele mesmo e ao nosso próximo como a nós mesmos, por amor de Deus (CIC, 1822).
A caridade dá vida a toda a vida cristã e está presente na prática das demais virtudes. Por isso, ela ocupa um lugar central na caminhada do cristão, pois é por meio do amor que somos chamados a permanecer unidos a Deus e a viver como irmãos.
“Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade.” (1Cor 13,13).
O CIC nos ensina também que a caridade ordena as outras virtudes e é o princípio e o fim da prática cristã. Por meio dela, nossa capacidade humana de amar é elevada pela graça de Deus, permitindo-nos viver com a liberdade dos filhos de Deus e buscar o bem do próximo.
A caridade não se limita aos sentimentos. Ela se manifesta em atitudes concretas de amor, serviço, perdão, misericórdia e cuidado com o próximo. Por isso, aquele que ama a Deus é chamado também a reconhecer e amar o irmão.
“Os frutos da caridade são: a alegria, a paz e a misericórdia; exige a prática do bem e a correção fraterna; é benevolente; suscita a reciprocidade, é desinteressada e liberal; é amizade e comunhão.” (CIC, 1829).
É esse amor que deve orientar a vida do cristão, especialmente nas relações com aqueles que estão ao seu redor. A caridade nos ajuda a olhar para o outro com misericórdia, a praticar o bem e a buscar a comunhão.
“A consumação de todas as nossas obras é o amor. É nele que está o fim: é para a conquista dele que corremos; corremos para lá chegar e, uma vez chegados, é nele que descansamos.” (CIC, 1829).
Assim, chegamos ao fim desta série, lembrando que fé, esperança e caridade caminham juntas na vida cristã. A fé nos faz confiar em Deus, a esperança nos mantém firmes em suas promessas e a caridade nos leva a amar a Deus e ao próximo. São virtudes que recebemos de Deus e que somos chamados a cultivar todos os dias.