Conheça os espaços do Santuário Nacional que revelam a espiritualidade dos Missionários Redentoristas e sua missão de conduzir os romeiros a Cristo
Quem visita o Santuário Nacional, principalmente durante o período da Novena e Festa da Padroeira, costuma ir ao encontro de Nossa Senhora Aparecida, mas encontra também uma espiritualidade viva, cultivada há mais de um século pelos Missionários Redentoristas.
A Congregação do Santíssimo Redentor tem como marca o anúncio da Copiosa Redenção aos mais necessitados e, ao caminhar pelo santuário, é possível encontrar diversos pilares da espiritualidade afonsina.
Ícone do Perpétuo Socorro: Maria no coração da missão
Maria é um dos pilares fundamentais da espiritualidade redentorista, e a imagem que melhor a traduz para a Congregação é o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Em 1866, o Papa Pio IX confiou o ícone aos redentoristas e pediu que o tornassem conhecido no mundo.
Desde então, a imagem acompanha os missionários em suas missões e comunidades, apresentando Maria como a Mãe que conduz a Jesus e socorre os seus filhos em todas as necessidades.
Em agosto de 2026 foi inaugurado um mosaico retratando Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, trazendo essa devoção centenária para perto do romeiro.
Capela do Santíssimo: a dimensão cristocêntrica
A própria Congregação tem como titular o Santíssimo Redentor. Santo Afonso, autor das “Visitas ao Santíssimo Sacramento”, ensinou que a oração diante do Senhor presente na Eucaristia fortalece a vida cristã.
Se Maria aponta para Cristo, é em Cristo que a espiritualidade redentorista encontra seu centro.
Na Capela do Santíssimo, o devoto encontra um ambiente de silêncio e recolhimento para fazer suas orações, em adoração àquele que se entregou para nos redimir.
Presépio: a encarnação do Verbo
Outro pilar é o presépio, que recorda a encarnação do Verbo, o Deus que se faz pequeno para estar perto de nós.
Santo Afonso foi grande divulgador dessa devoção e ficou ligado ao Presépio Napolitano, tradição que ajudou a difundir em sua época e que inspira a Congregação até hoje.
No Santuário Nacional, essa espiritualidade pode ser vivida o ano inteiro, pois o Morro do Presépio está aberto à visitação em qualquer época, e não apenas no Natal.
Confissões: a misericórdia como piedade popular
A experiência do perdão também ocupa lugar central na espiritualidade redentorista. Santo Afonso, padroeiro dos confessores, dedicou a vida a ser instrumento da misericórdia de Deus.
No Santuário, essa devoção se mostra na piedade popular do povo que procura o Sacramento da Confissão para recomeçar.
Os peregrinos podem se confessar com um missionário redentorista, herdeiro direto desse cuidado pastoral.
Nicho de Nossa Senhora: onde tudo começou
O percurso se encerra no nicho de Nossa Senhora Aparecida, e não por acaso. A missão dos redentoristas em Aparecida começou por causa dela, desde a chegada dos primeiros missionários, em 1894, e continua por causa dela.
É a Mãe Aparecida que reúne milhões de romeiros e que, ao longo do tempo, confiou aos redentoristas o serviço de acolher quem chega ao Santuário.
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