Justiça social e dignidade orientam reflexão no 8º dia da Novena

O 8º dia da Novena destacou a justiça social e o compromisso cristão com a dignidade humana e a transformação da realidade.

A defesa da vida e da dignidade humana esteve entre os temas da reflexão do oitavo dia da Novena da Padroeira. Na celebração da tarde, o missionário redentorista Pe. Jorge Américo ressaltou que a justiça social vai além dos conceitos jurídicos e deve estar presente no compromisso com o ser humano, considerado o centro da criação de Deus.

A preparação para a Festa da Padroeira também foi apontada como uma oportunidade de aprofundar a fé e refletir sobre valores importantes para a vivência cristã. Segundo o celebrante, a novena convida os devotos a se prepararem espiritualmente para a festa e a reconhecerem aspectos da vida da Igreja que precisam ser constantemente valorizados e resgatados.

À noite, Dom Eduardo Malaspina, bispo da Diocese de Itapeva (SP), destacou que a construção da justiça social começa pela capacidade de enxergar aqueles que muitas vezes permanecem invisíveis na sociedade. Em sua reflexão, apontou três atitudes fundamentais: ampliar o olhar para quem sofre, alargar a mesa para garantir direitos e colocar as mãos a serviço da transformação social.

“Não basta dar o que sobra, é preciso mudar o que faz alguém depender da sobra”, afirmou o bispo, ao lembrar que a justiça exige envolvimento e compromisso com as realidades vividas nas cidades e comunidades.

Dom Eduardo também recordou que os peregrinos retornam para suas comunidades com uma missão: fazer com que o Evangelho se torne presente nas relações familiares, no trabalho e na vida cotidiana. 

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