Neste domingo (5), Dom Mário recordou com os fiéis sobre a paz, a humildade e a simplicidade. Confira!
A Santa Missa do 14º Domingo do Tempo Comum foi celebrada no Santuário Nacional de Aparecida, neste domingo (5). Minutos antes do início da celebração, a animação foi realizada pelo Padre Jorge Américo, Prefeito de Igreja do Santuário Nacional, colocando as intenções dos fiéis presentes e realizando a interação com aqueles que estavam em torno do Altar Central.
Em seguida, a celebração começou e foi presidida por Dom Mário Antonio, arcebispo metropolitano de Aparecida, com a presença dos demais sacerdotes concelebrantes. Durante a Santa Missa, logo no início, Dom Mário utilizou o pálio, recebido das mãos do Santo Padre, Papa Leão XIV, em Roma, simbolizando a ovelha nos ombros do bom Pastor. Em um gesto de gratidão, o arcebispo manifestou sua alegria pela missão que lhe foi confiada.
Durante a homilia, Dom Mário Antonio convidou os fiéis a fazerem o que Jesus fez: louvar, adorar e glorificar a Deus Pai, recordando a Virgem Maria de Nazaré, que nos ajuda no louvor a Deus Pai em comunhão com Jesus.
“Os textos bíblicos que ouvimos querem nos colocar neste caminho de louvor, não sem renúncias, sacrifícios e determinação”, apontou.
Recordando a primeira Leitura, Dom Mário citou o reavivamento da esperança, assim como o profeta Zacarias, fazendo uma ligação com o Santuário de Aparecida e os romeiros que ali peregrinam, chamados a exultar.
“Zacarias vem com sua profecia de um novo Rei. Um Rei justo e que salva, é humilde e vem montado em um jumento“, destacou.
Ainda citando a paz, assim como a humildade desse Rei que é justo e salvador, Dom Mário enfatizou que será um novo tempo: o tempo messiânico, diante das diversas realidades que vivemos no mundo.
“Porque neste entendimento de guerra, paz é ver o outro no cemitério. O novo Rei, com justiça e simplicidade, eliminará o mal, mas dará a sua vida para salvar a todos“, relembrou.
O arcebispo reforçou a importância de fortalecer a paz com aqueles que estão ao nosso lado, ajudando-nos a viver a serenidade, assim como ensina o Apóstolo São Paulo na Segunda Leitura.
“Paulo nos convida a viver segundo o espírito do amor, da justiça, da paz, que encontramos em Jesus Cristo“, relembrou.
Neste contexto, estar na Casa da Mãe Aparecida é fazer morada no Espírito de Deus. Dom Mário destacou novamente:
“Cultivemos o espírito da bondade, da justiça, da paz e do amor”, disse.
Louvar a Deus com o coração e a humildade
Recordando o Evangelho, Dom Mário convidou os fiéis a olharem para aqueles que sofrem, os marginalizados, e os que estão cansados e fadigados, assim como Jesus olhou para o seu povo que ama.
“Jesus diz isso porque ele percebeu que muitos estavam sendo oprimidos pelo cumprimento da lei e pela interpretação que faziam da lei. Por isso Jesus não se cansa de dizer sobre a revelação do Pai diante dos pequeninos e humildes de coração”.
O arcebispo convidou os irmãos a cultivarem a simplicidade do coração, a pequenez, pois Jesus não está condenando os costumes, mas questiona a arrogância daqueles que acham que sabem de tudo.
“Por isso Jesus não perde tempo e diz: venham a mim, pois sou manso e humilde de coração“.
Dessa forma, Dom Mário também pediu para que a assembleia se fizesse mais simples, mais pequena, longe da soberba, da vaidade, da arrogância e mais perto da gentileza e do compromisso com o bem de quem convive ao nosso lado.
Ao final da homilia, o arcebispo recordou a Mãe Aparecida como aquela que caminha com os irmãos diante da pequenez, nos fazendo mais próximos das pessoas.
“Maria, diante do seu caminho e missão, é uma mulher simples, humilde e atenta às necessidades dos outros”, concluiu.
Terminando a celebração, Dom Mário convidou os fiéis a rezarem uma Ave Maria em intenção ao Papa Leão XIV e pela intenção de oração do mês de julho, dedicada à vida humana. Durante o momento, o arcebispo também pediu orações por aqueles que sofrem com o terremoto da Venezuela.
Confira algumas imagens da celebração:
