Saiba o que a Igreja diz sobre as promessas, a devoção à Maria e veja o relato de devotas na Casa da Mãe Aparecida.
O Santuário Nacional, Casa da Mãe Aparecida, recebe diariamente inúmeros devotos. Cada um carrega uma história e geralmente traz consigo um pedido ou um agradecimento. Visitar o nicho onde está a imagem é um dos momentos mais especiais, quando o silêncio e o olhardo fiel revelam sua confiança na presença materna de Maria.
Inclusive, uma prática mais que comum é realizar uma promessa à Mãe Aparecida. Mas, o que a Igreja diz sobre esse ato de fé?
Primeiramente, vamos entender o que é uma promessa:
Em muitas circunstâncias, o cristão é chamado a fazer promessas a Deus. O Batismo e a Confirmação, o Matrimônio e a Ordenação comportam sempre promessas. Por devoção pessoal, o cristão pode também prometer a Deus tal ou tal ato, uma oração, uma esmola, uma peregrinação, etc. A fidelidade às promessas feitas a Deus é uma manifestação do respeito devido à majestade divina e do amor para com o Deus fiel.
CIC 2101
A fé em Nossa Senhora é um consolo para os cristãos. Como dizia São Bernardo de Claraval, em momentos de dúvidas, perigos ou desespero, podemos invocar a intercessão de Maria com total confiança. O Catecismo, no parágrafo 968, ainda afirma que seu papel na Igreja vai além da adesão à obra de Deus:
De modo inteiramente singular, pela obediência, fé, esperança e ardente caridade, ela cooperou na obra do Salvador para a restauração da vida sobrenatural das almas. Por este motivo, ela se tornou para nós mãe na ordem da graça.
CIC 968
Nesse sentido, a Igreja considera a promessa ou voto legítimo e ainda incentiva essa confiança na intercessão de Maria, desde que existam fé verdadeira, humildade e confiança na ação de Deus por intermédio de sua Mãe. Na Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, sobre o rosário, São João Paulo II explicou que a intercessão de Nossa Senhora está unida à mediação de Cristo:
Se Jesus, único Mediador, é o Caminho da nossa oração, Maria, pura transparência d’Ele, mostra o Caminho.
Papa João Paulo II
Como exemplo desta confiança, confira a seguir o testemunho de duas devotas, de idade e histórias distintas: a jovem Paola Rigato, de Sooretama (ES), e Amarilda Camargo, de Jaraguá (GO). Os breves relatos são apenas uma demonstração dos milhares de devotos que recorrem a Ela, todos os dias, com confiança.
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