A história do canto permanece como instrumento de fé e evangelização até os dias atuais. Confira mais sobre esta data!
Neste 13 de julho é celebrado o Dia do Cantor, uma data dedicada a valorizar e reconhecer o trabalho dos artistas da música. A comemoração está relacionada à regulamentação da profissão de músico no Brasil e à criação da Ordem dos Músicos do Brasil, estabelecidas pela Lei nº 3.857, de 22 de dezembro de 1960.
Na tradição cristã, a voz é muito mais do que um meio de expressão artística. Quando colocada a serviço de Deus, ela se transforma em um instrumento de evangelização, capaz de anunciar o Evangelho, fortalecer a oração e tocar o coração das pessoas.
A origem do canto na tradição cristã
A música acompanha a fé cristã e faz-se presente na vida de todo o cantor. Dessa forma, antes mesmo da formação da Igreja, o povo de Israel já utilizava salmos como forma de louvar, agradecer e rezar a Deus. Essa tradição foi assumida pelos primeiros cristãos e passou a integrar a liturgia.
Segundo a tradição cristã, quanto ao surgimento dos cantores na Igreja, um dos primeiros registros do canto na liturgia está na Última Ceia do Senhor. Os Evangelhos de Mateus (26,30) e Marcos (14,26) narram que, após instituir a Eucaristia, Jesus e seus discípulos cantaram um hino antes de seguirem para o Monte das Oliveiras. Muitos estudiosos entendem que esse hino fazia parte do Hallel, conjunto dos Salmos 113 a 118, tradicionalmente entoados nas celebrações da Páscoa Judaica.
Essa prática foi mantida pelas primeiras comunidades cristãs. O canto, portanto, não era apenas um elemento estético das celebrações, mas uma expressão da oração e da comunhão entre os cristãos.
Ao longo dos séculos, essa tradição foi sendo organizada na liturgia da Igreja e deu origem ao chamado Canto Gregoriano, considerado a forma própria do canto litúrgico da Igreja Latina.
Assim, desde os salmos cantados pelo povo de Israel até os dias atuais, o canto tornou-se parte essencial da vida da Igreja, permanecendo até hoje como um instrumento de louvor, evangelização e participação na liturgia.
O canto como ministério
Para compreender como esse chamado se concretiza na vida de quem coloca a voz a serviço da evangelização, a cantora e musicista do Santuário Nacional de Aparecida, Suzi Bolcato, compartilhou sua história com a música que começou desde pequena.
“Minha história começou aos 4 anos de idade após uma meningite bacteriana severa, da qual fui salva por um milagre através da intercessão de Nossa Senhora e de Santa Rita de Cássia. Surpreendi meus pais tocando, ‘de ouvido’, a música ‘Wherever you go’. Daí em diante, a música sempre me acompanhou”, relatou.
A responsabilidade de cantar para Deus exige uma preparação espiritual antes de dar início às celebrações. Para a cantora, é o significado de transformar o dom do canto em instrumento de fé, oração e encontro com Cristo.
“A música me ensina a cada dia a partilhar os dons, a somar, a ter disciplina, a buscar evolução profissional e pessoal. Cantar para mim é alegria, libertação e cura”, finalizou.
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