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Liturgia de2 de novembro de 2026
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Novembro2026

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segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos

Cor roxoCiclo ATempo Comum

Primeira LeituraJó 19,1.23-27a

Leitura do Livro de Jó

1Jó tomou a palavra e disse: 23”Gostaria que minhas palavras fossem escritas e gravadas numa inscrição 24com ponteiro de ferro e com chumbo, cravadas na rocha para sempre! 25Eu sei que o meu redentor está vivo e que, por último, se levantará sobre o pó; 26e depois que tiverem destruído esta minha pele, na minha carne, verei a Deus. 27aEu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão, e não os olhos de outros”. — Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

SalmoSl 22

— O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.

1. O Senhor é o pastor que me conduz;/ não me falta coisa alguma./ Pelos prados e campinas verdejantes/ ele me leva a descansar.

2. Para as águas repousantes me encaminha,/ e restaura as minhas forças./ Ele me guia no caminho mais seguro,/ pela honra do seu nome.

3. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,/ nenhum mal eu temerei./ Estais comigo com bastão e com cajado,/ eles me dão a segurança!

4. Preparais à minha frente uma mesa,/ bem à vista do inimigo;/ com óleo vós ungis minha cabeça,/ e o meu cálice transborda.

5. Felicidade e todo bem hão de seguir-me,/ por toda a minha vida;/ e, na casa do Senhor, habitarei/ pelos tempos infinitos.

Segunda Leitura1Cor 15,20-24a.25-28

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

Irmãos: 20Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. 21Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. 22Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. 23Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. 24aA seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus-Pai. 25Pois é preciso que ele reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. 26O último inimigo a ser destruído é a morte. 27Com efeito, “Deus pôs tudo debaixo de seus pés”. Mas, quando ele disser: “Tudo está submetido”, é claro que estará excluído dessa submissão aquele que submeteu tudo a Cristo. 28E, quando todas as coisas estiverem submetidas a ele, então o próprio Filho se submeterá àquele que lhe submeteu todas as coisas, para que Deus seja tudo em todos. — Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

EvangelhoLc 12,35-40

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 35Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrir, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. 37Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. 38E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar! 39Mas ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40Vós também, ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Meditação

Que maravilha! Aquele sonho de Jó, que é de todos nós humanos e mortais, Jesus ressuscitado o realiza plenamente. Jó ansiava que suas palavras fossem escritas e gravadas e cravadas na rocha para sempre.

Que palavras? “Eu sei que o meu redentor está vivo e que, por último, se levantará sobre o pó; e depois que tiverem destruído esta minha pele, na minha carne, verei a Deus. Eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão, e não os olhos de outros”. Jó professa sua fé no Ressuscitado e, assim, também em nossa ressurreição.

Sim, “se Jesus morreu e ressuscitou, de modo semelhante Deus trará de volta, com Cristo, os que através dele entraram no sono da morte”. “O último inimigo a ser destruído é a morte”, e Ele a destruiu. Ela não o dominou por completo. Ele entrou “no sono da morte”, por três dias, então o Pai o acordou para nunca retornar àquela experiência.

E seus discípulos, com Ele, fazem a mesma experiência. Lázaro era discípulo e Jesus diz dele: “Nosso amigo Lázaro está dormindo, mas vou despertá-lo” (Jo 11,11). Morte mesmo é o que o próprio Deus chama de “segunda morte” (cf. Ap 20,14; 21,8). De fato, morre quem, consciente e maldosamente, rompe com Deus e rejeita seu caminho de vida para nós. Na Prece Eucarística II, pedimos ao Pai que se lembre de nossos irmãos “que adormeceram na esperança da ressurreição”.

Todo segredo é estar com Jesus, ser parte de seus discípulos, pois Ele “ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram”. Este é o primeiro fruto que, de certo modo, arrasta para junto de si todos os demais. É vivermos total união vital com Ele, como membros unidos à cabeça: entrarmos com Ele no sono da morte para com Ele igualmente sermos ressuscitados pelo Pai para a plena vida divina. Mas essa divina realidade nós já temos, e devemos vivê-la a partir e por força de nosso batismo.

Ainda uma vez o sonho de Jó e de todos nós mortais: “Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança... na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos”.

Uma nova condição para acolhermos esta tão desejada imortalidade é estarmos em constante vigilância e em vigília, à espera de Jesus, “o Filho do Homem”, que, na hora conhecida apenas pelo Pai, virá até cada um de nós e nos levará a seu sono de morte, em vista de imediata volta com Ele à vida, não mais passageira e mortal, mas já à vida eterna, à vida que Ele com o Pai e Espírito vivem desde sempre e tanto desejam partilhar com a inteira humanidade.

Pe. Domingos Sávio da Silva, C.Ss.R.

Liturgia de ontem

30ª Semana do Tempo Comum

O apóstolo São Paulo estava prestes a comparecer no tribunal por causa do anúncio profético do Reino de Deus.

Leituras

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